segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vale a pena

Valeu à pena meus primeiros passos
E minhas primeiras palavrinhas, ''mamãe e papai''.
Valeu à pena as cantigas de roda,
As histórias de faz-de-conta,
Os primeiros amiguinhos do maternal.
Valeu à pena os puxões de orelha,
A professora da quarta-série,
Os livros de Monteiro Lobato,
As primeiras linhas do caderno de caligrafia...
Valeu à pena as quedas,
O suor dos meus pais,
A infância,
O sonho de chegar longe,
As despedidas...
Valeu a pena lutar para ter o melhor,
Por ter lutado,
Por todo dia vencer mais um obstáculo da vida,
Por mostrar que viver vale à pena!
Vale a pena mostrar-se capaz,
Vale a pena correr atrás de um objetivo,
Vale a pena desistir,
Vale a pena dizer não,
Vale a pena dizer adeus,
Vale a pena escolher e errar ou acertar...
Vale a pena deixar um ou dois amores,
Vale a pena...
Ter saudade,estar no mundo,ser lembrada...

MARA FARIAS

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

30 anos sem ELE:



Poder às pessoas (Power to the people - tradução)


Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas, agora
Diga que você quer uma revolução
É melhor começarmos bem agora
Bem você segue seus pés
E lá fora na rua
Cantando poder a às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas, agora
Um milhão de trabalhadores que não trabalham para nada
É melhor que você os dê o que eles realmente possuem
Nós temos que te derrubar
Quando nós entrarmos na cidade
Cantando poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas, agora
Eu tenho que lhes perguntar, camaradas e irmãos
Como você trata sua própria mulher em casa
Ela tem que ser ela mesma,
Para que ela pode ser livre
Cantando poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Oh bem, poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas, agora
Sim, poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas, agora
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas
Poder às pessoas, agora

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Verdades ou Mentiras do amor?

É como andar no frio e sentir calor,
É como andar no vento e não sentir a brisa,
É como andar e sentir que está voando,
É como sonhar acordado,
É como ver as cores e pensar que está cego,
É como viver e pensar que está morto,
É ver os amigos e pensar que está sozinho no mundo
como um animal indefeso que procura abrigo.
Esse sentimento é assim?...
Nos faz sentir milhões de coisas sem sentido,
Nos faz saciar milhões de sabores,
Nos faz ver tantas coisas,e nos tem nas mãos!
É como por a mão no fogo e sentir congelar,
É como fazer uma loucura e não precisar,
É como sentir que a vida é um saco e pensar que só há uma felicidade,
É como sonhar namorando e no fim ser um pesadelo...
Por que o ser humano vive nessa procura incessante?
E se não for verdade tudo que falam desse amor total?

MARA FARIAS

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Escrevi um Samba




Venha ver...
Vou escrever um samba...
Venha conhecer...
No fundo do quintal tem samba...

E todos aqueles mestres que ouvi falar,
Morreram todos?Onde estarão?
Aqueles velhos boêmios do centro da cidade,
Aqui na periferia não tem boemia?

Onde será que está aquela velha mocidade?
Que cantava paragandá
E só pedia cachaça pro dono do bar?

Fui ao Buraco da Catita,
A moça sambando bem,
Fui reviver as raízes da vida,
O homem dizia:

- Venha ver...
Vou escrever um samba...
Venha conhecer
No fundo do quintal tem samba...

MARA FARIAS

domingo, 28 de novembro de 2010

NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSK

Essa poesia não é minha mas na intenção de mostrar-lhes como me sinto nesse momento,por vários motivos que estão acontecendo atualmente,como o meu bairro ser mal visto, os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro e as impunidades da justiça brasileira,vai aí essa poesia escrita por EDUARDO ALVES DA COSTA,que escreveu muito bem sobre a ditadura brasileira!Espero que gostem!

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
                        o coração grita - MENTIRA!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Escola

Lá encontrei amigos,
Encontrei aliados,
Me desfiz do passado,
Encontrei meus namorados.

O primeiro namorado esteve lá,
O último também,
As melhores aventuras aconteceram lá,
Os melhores professores,
Minhas paixões,amores,
Foram de lá.

Aprendi,
Chorei,
Brinquei,
Vivi a vida com eles,
E aqui estou me despedindo,
Nunca pensei que pudesse ser assim,
Fazer o quê?
Não dá para mudar esse triste fim!

MARA FARIAS

Escrito em 2008,último ano de escola.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Selinhos atrasados

Essa semana ganhei dois selinhos,um da minha amiga Lyne_garotinha www.lynegarotinha.blogspot.com
e o outro pela graça da Cyzinha que conseguiu 100 seguidores para o blog dela! www.sentimentosembolados.blogspot.com


Obrigada Lindas!