quinta-feira, 13 de março de 2014

POESIA É ARMA PARA REVOLUÇÃO


Para esta manhã de poesia chuvosa,
Escrevo-lhes linhas de alegria,
Porque é isso que sempre desejamos,
Em meio as tempestades do dia...

Olhe o outro com vontade de beijar, 
O abraço cura a mente e o coração,
Esse dia, gente bonita e capaz,
é para mostrar a saga de uma grande paixão...

Paixão é sangue pulsando nas veias, 
Paixão é adrenalina da cabeça aos pés,
Paixão vem de dentro e não se cala,
Paixão é dizer: Ficam os dedos, vão os anéis...
Paixão é escolha, mas escolha com vontade,
Escolha a liberdade, e odeie o certo,não o erro ...
O erro mata e destrói sentimentos, 
Você sabe com certeza o que ama?

Mas se odiar, tenha cuidado!
O ódio tem um preço...
Não o pague nem o venda.
O preço de odiar é amar
Amar quem sofrer, 
Amar quem chora, 
Amar quem já foi embora...

Esta poesia é para você,querida.
Esta poesia é para você,querido.
É vendo a alegria que brilha em seus olhos,
É vendo a alegria que pulsa em seus corações,
É vendo o balançar das suas mãos 
Que lhes digo apenas: Poesia é revolução!

MARA FARIAS

terça-feira, 4 de março de 2014

ESTÔMAGO

Esse poder que tento ter, não exergo nem consigo
é um poder vazio, cheio de falhas, com brechas,
é algo que minhas mãos mal alcançam, sombrio,
é uma guerra fria, de pouco avanço,dispersa.

Esse cheiro que sinto, é forte e amargo,
É podre,encarde e fica para sempre,
Faz dias que o sinto e não paro,
É cheiro de sangue, dor na mente.

Dói o poder da fadiga, da preguiça,
de não saber o que fazer, o que fazer?
tudo me congela! Parece mentira,
mas não sei o que dizer...

Não sei colocar as palavras a mesa
nem lavar as louças sujas...
Não consigo dar um passo a frente
sem arrastar as correntes que me prendem...

... que me dão medo...


MARA FARIAS

*Em dias de leituras marxistas...




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

É SÓ UNINDO QUE CONSTRÓI UM BRASIL NOVO


Saibam que este plebiscito uniu o povo
com brilho nos olhos, esse veio levantar
Uniu a quem deseja construir o novo,
a toda gente indignada que quer ver o país mudar.

O Plebiscito popular é a soma de várias lutas
dos movimentos,sindicatos, pastorais e partidos
Que há tantos anos lutam nesse imenso Brasil,
é o grito urbano, da seca, é grito dos excluídos...

Sabemos quem manda na televisão,
Sabemos também quem tem o maior chão,
O povo quer construir uma nova nação,
Para isso é preciso a transformação.

Queremos a democratização da comunicação
A Reforma Agrária Popular e Urbana,
O território indígena e quilombola é de quem nela vive,
Por isso queremos a formação de uma constituinte!


MARA FARIAS

CAMBURÃO


A polícia subiu o morro,
Vai sair menino morto...

pow pow pow

A polícia tá com sangue no olho
Operação Copa, Carnaval...
Segurança para o povo!

Escuto o primeiro pipoco
Vem mais bala,e não é de borracha.

Dia seguinte o rádio,a televisão,
A manipulação está ligada...
O que irão falar?
Jovem-bandido-morto a tiros-
Traficante-periferia...
É o mantra diário!

O cortejo desce o morro,
Vem mulheres chorando...
Morreram dois, e não tem documento
Vai enterrar indigente...

A polícia acompanha o corpo,
Para certificar a ação,
Enterra-põe a cruz com número-
Indigente...
Qual o nome dele?
Não sei...Dinho, Moleque...
Indigente...

Era envolvido, devia morrer,
Você vai fazer o mesmo?
Fazer como o outro?
Ser pego no morro?
É bom estudar seu moço...

''Jovem de periferia é pego
tentando roubar livros na livraria,
o meliante afirma ser para escola.''

MARA FARIAS

sábado, 4 de janeiro de 2014

O QUE SINTO QUANDO ESTOU COM VOCÊ

Eu quero acordar novamente ao som da tua viola,
Escutar aquela canção do Milton Nascimento
E sentir teu olhar de rapaz sonhador...
Eu quero enroscar meus dedos em teus cabelos,
Eu quero teu abraço apertado, senti-lo suspirar
sempre que me beija, sempre...

Dorme comigo essa noite ou sempre que pintar saudade?
Deita tua cabeça no meu colo e fica tranquilo
como se já tivéssemos resolvido os problemas do mundo.
Vamos ler juntos, madrugada a dentro,
os escritos marxistas e as literaturas brasileiras?
Vem rir das nossas piadas sem graça,
Me ver sonambular e cheirar minha cabeça
enquanto durmo...eu sinto seu amor...



MARA FARIAS







domingo, 29 de dezembro de 2013

A ONDA

Veio uma onda no mar
Uma onda me molhou,
A onda lá do mar
numa pedra se chocou

Essa wave (onda)
saiu sutil
numa brisa suave
e todo mundo a viu

Essa onda saiu
Por esse lindo país
chamado Brasil
Buscando por onde passava
A todos muito feliz.

De João Paulo,meu querido irmão aos 12 anos.



Ensinamentos da teoria Marxista

O que aprendo na faculdade
Talvez lá fora eu não veja,
Eu li que no período da Modernidade
O Brasil viveu a autocracia burguesa.

Foi um período amargo
para todo povo brasileiro,
Os generais estavam na presidência,
Conseguiram dar um golpe certeiro
Na nossa fraca independência...

Era primeiro de abril de 1964,
O Golpe se instalou,
Não pensem que minto esse fato,
O General Castelo Branco governou!

Para explicar um pouco essa história,
Vou falar de alguns conceitos,
Vou puxando da memória
o que José Paulo Netto descreveu desse preceito:

Para concretizar o projeto capitalista
Era necessário uma ditadura,
Mudaram a educação, a cultura,
Prenderam os comunistas...

Criaram os Atos Institucionais
para ditar suas regras,
Fecharam muitos jornais
que criticavam o governo e suas peças.

O Brasil escancarou suas portas
para o capital estrangeiro, monopolista,
Fortalecendo o imperialismo norte-americano
que apoiavam o governo militarista...

Nesse tempo as forças populares se organizavam:
Eram as Ligas Camponesas, estudantis,
Partidos de esquerda não se calaram
mesmo sabendo que a força do Estado eram os fuzis,
Os movimentos se mobilizaram e lutaram.

Foram vinte e um anos de governo ditatorial
Aumentando a pobreza e a riqueza da burguesia,
O que faria o Serviço Social nesse período de autocracia?


baseado no livro Ditadura e Serviço Social de José Paulo Netto

MARA FARIAS