
Poucas matas
Tanto asfalto
Pouca fauna.
Tantos prédios
Poucas paisagens
O povo é espesso
Vivem todos à margem...
À margem do medo
À margem do desespero
À margem do acaso
À margem da margem
Nas ruas há tanta gente
Poucas consciências
Tantas lágrimas descrentes
Poucas alegrias extensas.
Tantas faces desgraçadas
Feitas de belezas enlatadas
De rugas desfarçadas
Pessoas descontroladas.
Nas ruas há tantos becos escuros
Poucas iluminadas
Tantas palavras nos muros
Poucas sinalizam a entrada
São palavras desfarçadas
De propagandas coloridas
E quando a verdade é falada
Os outros pintam por cima.
MARA FARIAS
Nas ruas por onde passamos
ResponderExcluirdeixamos um pouquinho da gente
Pólem, pétalas,sementes...
Ideias, palavras, pertences...
que se perdem da gente e vão passear!
Obrigada pela visita ao "www.tudonadacabe.blogspot.com"
Amei sua estrofe final!
ResponderExcluirDileta Mara:
ResponderExcluirEstou fora, viajando a trabalho, motivo esse que me impede alongar minha postagem. No final de semana estarei retornando e, com certeza, estarei degustando mais do Teu Blog, como também estarei Te escrevendo, pois fiquei encantado com o Teu Curriculum.
Agradeço muitíssimo Tua visita e msg no meu Blog Retalhos do Modernismo, msg essa que, na oportunidade estarei respondendo.
Ter uma Pessoa com o Teu Curriculum como leitora e seguidora do Retalhos só pode me proporcionar orgulho e imensa alegria.
Abraços e:
"ESTEJA E SEJA E FIQUE FELIZ!"
Luiz de Almeida