quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cazuza - Quem lembra o quê?

Acabei de assistir o programa semanal da Rede Globo,Por Toda Minha Vida,apresentado por Fernanda Lima.O programa fala da vida dos artistas brasileiros que morreram no alge de suas carreiras.
Hoje,foi a vez de Cazuza. Já falaram muito da vida dele,falaram de suas loucuras,dos seus amores...tudo isso eu já sei.Sei da sua marca de Ultra-romântico e da força que ele teve diante a doença que assustava à todos. Cazuza só é lembrado por esse motivo.Sou fã,não das coisas que ele fazia,era a vida dele,fazia parte do seu eu interior,não temos nada a ver com suas festas,seus amantes,suas farras febris. Eu sou fã da música boa,da música de um poeta brasileiro,que escrevia para brasileiro,Cazuza era um patriota sarcástico,amor ao país mas sem perder o tom jamais. O que dizer daquele tempo?Infelizmente não vivi,meus pais viveram mas não do jeito que eu quis,a lembrança maior é de um louco pulando na televisão,cantando coisas loucas,falando de amor e sexo,pedindo paz e direitos iguais,falando do que ninguém queria falar. Drogas?AIDS?Arruaças?Bebida?LGBT?Por que não?Dizer não à algum desses é convenção e tentar não falar de outros é preconceito! Comparo Cazuza à Geize,a moça do micro-vestido.Ele querendo viver como o vento e Geize querendo ser livre pra vestir o que quiser. Então por que acham lindo o que Cazuza fazia e repugnam o que Geize veste?Só por ele ser famoso?DIREITOS IGUAIS!E as pessoas,com sua ignorância esplêndida não absorvem o respeito ao próximo e matam quem está ao seu lado com preconceito e convenções que foram assinadas por pessoas cheias de por quês!

MARA FARIAS

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Para minha alma gêmea


Cadê você?
Onde você está?
Como é o seu jeito de ser
ou seu modo de falar?
O seu sorriso é torto?
A maneira de olhar
ou suas mãos,
que nem sei como são...

Onde você mora,
Que livro você lê,
O que você quer ser?
Qual é o seu sonho,
O que você vai dizer ao me ver?

Se você aparecer,vai falar,
vai me conhecer ou vai me esnobar?
Queria tanto estar com você,
Mas nem sei onde estás,
Nem sei onde te encontrar.

MARA FARIAS

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Indignação

Eu ando indignada com o mundo,
Eu ando indignada com a vida,
Não acredito nas pessoas,
Não acredito nas verdades mentirosas.

Eu ando triste por essas ruas esburacadas,
Eu sou exilada das informações,
Eles só fazem burradas,
Eles mentem na televisão.

Eu ando de buzão e sou roubada,
Eu ando a pé e ou estuprada,
Eu ando de avião e caio no chão,
Eu não saio mais de casa
e fico presa como ladrão.

Eu faço o bem
E sou ladrão,
Eu cumpro as leis
E sou ladrão!
Todos os anos elejo um ladrão...

MARA FARIAS

domingo, 1 de novembro de 2009

A morte - O Fim o Meio o Começo

No Fim,a gente morre sem saber o que foi a vida
A gente morre sem ter fechado uma dor na vida
A gente morre sem ter vivido um grande amor
A gente morre procurando o que nunca encontrou.

No meio,nos perguntamos porque nascemos,
Por que viemos ao mundo para sofrer,
Por que amamos errado,
Por que não tem ninguém ao nosso lado.

As respostas surgem no começo,
E tudo acaba quando começa,
Tudo começa quando termina.
É que vivemos para morrer
E vamos embora para não sofrer.
Mas sofremos pela morte,
Por quê?
Melhor terminar o que nem iniciei,
Sei que um dia este papel rasgarei,
Então,porque comecei?

MARA FARIAS

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Em brigas conjugais temos que meter a colher sim!

Em um domingo calmo, fui visitar uma amiga. Ela também é muito calma e fala muito devagar. 
A família dela é típica:pai,mãe,irmãos...perfeitos.Até eu descobrir que o pai é alcóolatra,trata mal a esposa escravizada e os filhos correm com medo dele.

Chegou em casa,caindo pelos cantos,bêbado!A mulher já estava chorando,todo dia é assim,a conversa animada parou e de repente ouve-se barulhos na cozinha,berço de qualquer conversa e discussão,todos escolhem a bendita cozinha!Cadeiras rolaram pelo chão,tudo foi arremessado com toda força pela fúria da mulher,mas a sua força tornou-se fraca,logo sentiu uma pontada no peito e precisou ser amparada pelas filhas e quem mais estava lá.
Para não tumultuar,tirei a criança que estava no meio daquela cena conjugal terrível,a criança chorava e eu não podendo fazer muita coisa abracei-a e fiquei calada por alguns momentos,enquanto vi o pai bruto ir para o jardim da casa fumar. Eu o olhei enfurecida,mas preferi ficar calada quando a menina calma e sem fala,gritou:-Eu quero um pai de verdade!
Ele respondeu: - Eu vou embora!
Ela gritou mais alto:-Você é um bosta,não um pai!-e bateu na porta com força.Eu quase aplaudi a garota,nunca pensei que ela pudesse ter tanta força.
O pai levantou o braço para reprimi-la pela audácia,ele viu que eu estava lá e baixou o braço;eu já tinha me levantado para salvá-la mas não foi preciso.
A essa altura,a mulher já havia se acalmado com um calmante potente,dormiu.Pelo menos em seus sonhos,ela esqueceria aquela lamentável cena. As filhas choravam descontentes com o fato ocorrido,lembravam de no dia anterior estar todos na sala cantando e sorrindo.
A criança também dormiu em meus braços.O pai não foi embora.Eu deixei o telefone da delegacia da mulher,e que se fosse preciso ligassem,mesmo que doa.
Saí de lá quando elas já tinha arrumado a bagunça da cozinha e estavam calmas.

Esse é o quadro da maioria das famílias que povoam Felipe Camarão e outras adjacências que não tenho conhecimento.É a chamado PATRIARCADO! O pai manda,a mulher e os filhos obedecem sem contestar. Fico triste,pois acredito na democracia e reeducação familiar onde todos tem direito às opiniões.
Uma sociedade igualitária começa em casa.

MARA FARIAS

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O pastoril arrasa!


Cidades
Edição de sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Alfabetização no posto de saúde Unidades vão além de seus serviços de atendimento para contribuir com formação da comunidade
Sílvia Miranda Especial para o Diário de Natal

Diversos projetos sociais desenvolvidos nos postos de saúde de Natal procuram gerar oportunidades para os idosos. A alfabetização da aposentada Cleônia Alves de Oliveira, 69 anos, é o exemplo do trabalho desenvolvido pela Unidade de Saúde da Família Nordelândia, no bairro de Lagoa Azul, Zona Norte de Natal. Cleônia conta que não imaginava que um dia fosse aprender a ler e fazer contas. "Eu já havia estudado em outros lugares, mas os professores não tinham paciência com os idosos e eu acabava me desinteressando. As professoras do posto de saúde são muito pacientes e compreensivas, dessa forma as aulas se tornam bastante prazerosas". O trabalho realizado com Cleônia foi apresentado ontem através da leitura de poemas durante o I Encontro Sobre Saúde e Envelhecimento, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Departamento de Enfermagem da UFRN, em comemoração ao Dia do Idoso (1º de outubro).


Cultura

Durante a programação do encontro, houve apresentação cultural do trabalho desenvolvido pela Unidade de Saúde de Felipe Camarão. É o projeto Promovendo Saúde Através da Cultura que conta com a participação de 110 pacientes, além de cinco profissionais. O trabalho conta com a participação de 62 idosos que dançam, cantam e até fazem graça na dança do pastoril.

"O grupo conta com idosos, adolescentes e crianças que ensaiam uma vez a cada mês. O nosso objetivo é promover a relação entre gerações desmistificando a ideia imposta pela sociedade de que o adolescente não é capaz de se relacionar com o idoso", explica o agente de saúde Rudnilson Cândido, responsável pela coreografia. Segundo ele, essa interação junto aos exercícios físicos que a dança exige contribui para uma melhora na qualidade de vida dessas pessoas. Foi o que aconteceu com a aposentada Geralda Lourenço, 72 anos, que participa do projeto desde a época que foi criado, há cinco anos. "Eu sofria muito com pressão alta e depois da dança nunca mais tive esse problema", acrescenta.

Experiências

De acordo com a secretária adjunta de Atenção Integral à Saúde da SMS, Ilza Carla Ribas, a intenção desse encontro é trazer experiências das unidades de saúde para que elas possam ser adotadas por outras. "Essas políticas são muito importantes para que o idoso possa receber um atendimento melhor. Eles são realizados de forma fragmentada, nossa intenção é apresentá-los aqui para que eles possam atuar de forma segmentada na rede básica de saúde".

Ela destaca o projeto desenvolvido pelo Centro Especializado de Atenção à Saúde do Idoso que se preocupa em trabalhar com as pessoas que cuidam dos idosos.

--------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ser diferente

Sou diferente...
Existo para ser,
Tenho muitas coisas em mente,
Muita coisa que eu quero fazer...

Fazer a diferença é um dom:
Andar de trás para frente,
Viver contente,
Dizer que nem tudo é bom.

Ser diferente é sorrir,
Sorrir para o mundo,
Falar na hora errada
Falar de tudo, falar nada...

Ser diferente é viver com as diferenças,
A vida é feita de diferenças,
de caras,bocas,pensamentos,vivências,
A vida da gente é feita com diferença.

MARA FARIAS